A tapioca, iguaria típica do Norte e Nordeste do país, caiu nas graças de quem faz dieta. Muitos arriscam trocar o tradicional pãozinho pela fécula de mandioca. Mas é saudável fazer isso?
Eveline Constantino, nutricionista e preparadora física, alerta que o pão francês comum, feito com farinha branca, e a tapioca estão no mesmo patamar: são pobres em fibras e em nutrientes. Nesse caso, ela indica optar pelo pão integral, que supre essas necessidades.
“A tapioca é um carboidrato proveniente da fécula da mandioca, não possui fibras e é pobre em nutriente. Por se tratar de um carboidrato simples, apresenta alto índice glicêmico, ou seja, a velocidade que a glicose aumenta na corrente sanguínea é alta e isso pode afetar a resposta da insulina. Então, ao compararmos o pão integral, por exemplo, e a tapioca, sem dúvidas deveríamos optar pelo pão integral”, explica. O mesmo vale para o pão francês ou os pães feitos com farinha branca.
Quem quiser dar uma turbinada na tapioca em termos nutricionais, é possível adicionar cereais funcionais como aveia, quinoa ou amaranto. “Sugiro também adicionar algumas sementes como a chia, a farinha da semente de linhaça ou o gergelim”, diz Eveline.
Uma receita fit que deixou a tapioca mais saudável foi a crepioca, que nada mais é do que misturar a fécula de mandioca, aveia, ovo e preparar igual panqueca.
De recheios, ainda é possível variar com frango ou ricota com espinafre e, ainda, doces como geleias sem açúcar ou mel.
Alguns tipos de feijão: feijão-jalo, feijão-branco, feijão-rajado, feijão-preto, feijão-carioca e feijão-vermelho
O feijão comum (phaseolus vulgaris) é cultivado para a obtenção e o consumo de suas sementes, que são muito nutritivas. Atualmente há um grande número de variedades cultivadas, que variam bastante na cor, forma e tamanho das sementes.
O feijão é cultivado no continente americano desde a antiguidade, e atualmente é uma das mais populares sementes usadas como alimento, sendo cultivado praticamente no mundo todo. Há atualmente milhares de cultivares, que podem ser agrupados em tipos de acordo com a coloração, o sabor, a forma e o tamanho, como por exemplo, feijão-preto, feijão-carioca, feijão-branco, feijão-jalo, feijão-rajado, feijão-vermelho e feijão-rosinha, entre outros.
O feijão cru contêm a lectina fitohemaglutinina, que é uma substância tóxica. O cozimento do feijão em alta temperatura destrói esta lectina (cozimento lento abaixo da temperatura de ebulição da água não elimina esta substância), de forma que o consumo de feijão cozido de forma adequada é totalmente seguro. A concentração de fitohemaglutinina nas sementes varia bastante de cultivar para cultivar. Feijões crus não devem ser consumidos.
Embora seu consumo seja incomum, as folhas do feijoeiro também podem ser consumidas. As folhas podem ser consumidas cozidas ou refogadas, sendo que as mais jovens também podem ser consumidas cruas.
O feijoeiro não suporta geadas e baixas temperaturas. Por outro lado, temperatura muita alta prejudica a floração
Clima
A temperatura deve ficar entre 15°C e 30°C durante todo o ciclo de cultivo da planta, sendo que o ideal são temperaturas entre 18°C e 25°C. O feijão não suporta geadas e baixas temperaturas.
Luminosidade
Necessita de alta luminosidade, com luz solar direta. No entanto, em regiões com maior intensidade de radiação solar, pode ficar parcialmente sombreado por plantas mais altas cultivadas na mesma área, como o milho.
O feijão pode ser cultivado em muitos tipos de solo, desde que sejam bem drenados
Solo
Cultive preferencialmente em solo bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica, com pH entre 5,5 e 6,5.
Estas plantas podem formar uma associação simbiótica com bactérias conhecidas como rizóbios, capazes de fixar o nitrogênio do ar no solo como amônia ou nitrato, podendo assim prover o nitrogênio necessário para a planta e ainda enriquecer o solo com este elemento. Antes do plantio, pode ser feita uma inoculação das sementes com estas bactérias, utilizando inoculantes encontrados no comércio.
Irrigação
Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem que o solo fique encharcado.
Feijões recém-germinados
Plantio
Semeie as sementes diretamente no local definitivo, a uma profundidade de 3 cm a 7 cm (3 ou 4 cm de profundidade nos solos pesados e profundidades maiores em solos mais leves). A germinação ocorre normalmente em até duas semanas.
O espaçamento pode variar com a variedade cultivada e as condições de cultivo, mas em geral um espaçamento de 40 a 60 cm entre as linhas de plantio e 7 a 10 cm entre as plantas é considerado adequado.
Tratos culturais
Retire as plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes, especialmente no primeiro mês de cultivo.
Feijão-yin-yang
Colheita
A colheita depende da variedade cultivada e das condições de cultivo, sendo feita geralmente de 80 a 100 dias após a germinação. As vagens que se encontram secas podem ser colhidas manualmente em plantações muito pequenas. Em plantações maiores, a colheita é realizada quando cerca de 90% das vagens se encontram secas, cortando ou arrancando as plantas, manualmente ou com o uso de máquinas específicas para isso. Também é possível colher antecipadamente, quando as vagens estão amareladas, e então deixar as plantas cortadas ou arrancadas secarem completamente ao sol.
– Todos estamos familiarizados com as moscas que habitam nossa maldita cozinha, mas a Robberfly (Mosca predadora) vai fazer vocês amarem aquelas mosquinhas domésticas como se não houvesse um amanhã.
– Entre 12.000 espécies de moscas, essa é uma das poucas que se destacam. Por que? Porque elas caçam qualquer inseto disponível por aí.
– Para isso ela tem um arsenal de armas: ela voam cerca de 30% mais rápido que a maioria dos insetos e sua mordida é como uma adaga afiada atravessando sua costela (só que dos insetos, felizmente).
– Como se não fosse suficiente ser horrível e desnecessariamente forte, ela ainda injetam neurotoxinas para abater suas vítimas.
Quando agarram sua presa, as Robberflys vão injetar um suco do amor dentro dela. O suco é de amor, só que ao contrário. Ele irá paralisar sua vítima e liquefazê-la, de dentro para fora. Aí é só tomar de canudinho, tudo digerido.
Por causa da velocidade e ataque devastador, essa mosca não para apenas em insetos de pequeno porte. Não, meu amigo, ela quer mais. Nem aranhas maiores, abelhas e vespas estão a salvo, ela mata sem dó. O veneno é inofensivo para os humanos, mas a sua picada é extremamente dolorosa.
2- Escorpião d’água
– Esse é o tipo de inseto que você vai ver de longe e ter coceiras por todo corpo. Apesar do seu nome alarmante “ESCORPIÃO d’água”, ele é sim um inseto, e não está na classe dos escorpiões.
– Seu método de caça é como o do crocodilo: lento, mas efetivo. Ele irá atacar qualquer inseto, pequeno peixes, larvas e besouros que se aproximarem. Sim, isso inclui o seu dedo desavisado.
– Suas patas dianteiras são super desenvolvidas provavelmente porque algum antepassado fez amor proibido com um halterofilista e nasceu essa espécie macabra.
– Ele é confundido muitas vezes com a Barata d’água, que é tão horrível quanto ele, mas tem uma diferença: se você mora no interior, ela pode muito bem entrar na sua casa (dica).
O rabo parecido com um chicote desse inseto parece algo terrível que pode te injetar veneno ou dar uma picada dolorosa, mas na verdade é apenas um tubinho para que ele possa respirar sem sair de dentro da água.
O Escorpião d’água raramente voa. Isso acontece quando um rio ou lago que ele habita seca e ele precisa fazer a mudança. No caminho de um rio para outro, espero que sua casa não seja um pit-stop.
3- Arachnocampa luminosa
Não, não é uma constelação.
– Esse é uma das poucas moscas que, em sua fase larval, é mais perigosa que em sua fase adulta.
– As larvas dessa espécie se alocam no teto das cavernas e soltam um fio de seda envolto com muco e veneno. Por causa da sua bioluminescência (capacidade de produzir luz), eles brilham para atrair as presas.
– Seu lar é a Nova Zelândia (vizinha da Austrália, claro) e algumas cavernas estão repletas desses queridos insetos.
– Assim que um inseto é preso (desde pequenas moscas até mariposas), o fio de seda para de brilhar e é retraído para a boca da larva, e a vida da presa acaba ali.
O fato mais engraçado é que essas larvas comem sem parar, mas uma vez que formam o casulo e evoluem para a fase adulta, elas não comem mais. Seu único objetivo é transar loucamente para fazer mais larvas horripilantes. E morrer.
Algumas cavernas que são habitadas por esse amável inseto são pontos turísticos na Nova Zelândia. Provavelmente são visitadas por australianos que querem se sentir em casa.
4- Besouro-tigre
– É o ser vivo, proporcionalmente falando, mais veloz do mundo. Ele corre a 8km/h, o que daria cerca de 490km/h se ele tivesse o tamanho de um humano.
– A velocidade é tanta que depois de dar um pique até sua presa, ele precisa parar e olhar ao redor para se localizar.
– Ele prefere pegar suas vítimas no chão, mas também é um habilidoso inseto alado que pode abater qualquer coisa do seu tamanho em pleno vôo.
– Suas mandíbulas afiadas são capazes de decepar partes do corpo de outros insetos como manteiga. Essa é a hora que você fecha os olhos e agradece por ele não ter seu tamanho. Vá em frente, pode agradecer.
Mas o besouro-tigre não é de todo mal. Por ele ser um caçador tão voraz e efetivo ele é usado para combater pestes em plantações. Sim, ele dizima tudo que aparecer por lá.
Como o inseto acima, o besouro-tigre também é perigoso na sua fase larval. Ao invés de correr atrás da sua vítima, ele espera escondido até algum pobre desavisado passar e o captura com suas enormes garras.
5- Antlion
– Quando adulto, esse inseto é apenas um tipo de libélula desmilinguida. Mas quando larva, é a coisa mais horrível que já viu na vida.
– Além do aspecto horroroso e com mandíbulas de tamanho inaceitável, elas se escondem, o que nunca é bom.
– Esse inseto cava um buraco mortal na areia e espera pacientemente atá uma formiga ou inseto pequeno pisar na sua armadilha. Aí a presa já está morta, só não sabe.
– Caso a vítima dê um chilique e consiga escapar das mandíbulas da Antlion, ela irá atirar jatos de areia até que a vitima caia denovo. Veja o vídeo e se aterrorize.
A maior piada é que um bicho bruto dilacerador de insetos com um apetite sem fim e uma mandíbula gigantesca evolui para… um inseto magrelo que voa e se alimenta de pólen.
Talvez seja a lei da vida, não sei? Então cuidado aí você que pratica bullying na escola, você provavelmente vai ser um lindo bailarino quando crescer.
A empresa de biotecnologia Bioglow criou uma planta que brilha no escuro que poderá substituir a iluminação pública.
As plantas brilhantes poderão ser aplicadas ao longo de estradas, aumentando a visibilidade e a segurança rodoviária; em campos de golfe ou em casa, como luz de presença.
As plantas foram inventadas pelo biólogo molecular Dr. Alex Kritchévski, cuja pesquisa se concentrou em bactérias marinhas bioluminescentes e biologia molecular de plantas – a combinação perfeita para criar as “primeiras plantas que produzem luz“.
Embora as plantas não consigam, por enquanto, iluminar uma sala, esta tecnologia continua a evoluir. A Bioglow desenvolveu um leilão com as primeiras plantas, que foi extremamente bem aceite pelo público, em que cada planta foi vendida por cerca de 800 dólares.
Essa planta (Nicotiana alatade) denominada “Starlight Avatar“, pode brilhar dentro de casa até três meses. Neste momento estão a desenvolver a segunda geração de plantas brilhantes, que, segundo os especialistas, brilharão ainda mais.
O objetivo da Bioglowé oferecer uma alternativa sustentável para fontes tradicionais de consumo de energia elétrica para produzir luz.
Segundo Kritchévski, “a longo prazo veremos plantas brilhantes em design de iluminação, por exemplo arquitetura paisagista, assim como transportes, delimitando estradas e auto-estradas com luz natural sem utilizar eletricidade. Temos também a capacidade de fazer plantas que brilhem em resposta a estímulos ambientais, tornando-as sensores ambientais e agrícolas“.
As plantas foram geneticamente modificadas, ou seja, foi introduzido DNA de bactérias marinhas que brilham na informação genética de uma planta normal. Deste modo, as plantas são capazes de produzir luz por si próprias, semelhante à luz emitida por pirilampos, sem utilização de luz ultravioleta ou de químicos.
A pesquisa de Kritchévski sobre as plantas bioluminescentes foi publicado na revista científica PLoS One.
POR: Fª JAQUELINE
Fossa Séptica seu funcionamento e as vantagens decorrentes
A fossa séptica é uma unidade que trata, a nível primário, os esgotos domiciliares. Nela, é feita a divisão físico-química da matéria sólida presente no esgoto. É encontrada principalmente, como destino de efluentes domésticos em residências da zona rural.
Funciona como um grande benefício no saneamento básico, por colaborar com a prevenção de doenças originadas pela falta de cuidados básicos com a higiene. Geralmente, utilizada em domicílios nos quais não há um serviço de tratamento de esgoto.
Partes de uma fossa séptica:
Câmara de decantação: Local onde se realiza o processo de decantação da matéria suspensa no material despejado;
Câmara de digestão: Neste compartimento ocorre o acúmulo e a quebra da matéria decantada;
Câmara de escuma: Espaço reservado para a parte da matéria que não decantou na primeira parte do processo;
Despejos: Material líquido depositado das instalações domésticas, às quais a fossa séptica presta assistência sanitária, com exceção da água de chuvas.
Lodo digerido: Semilíquido, produto da digestão do material decantado na fossa.
Objetivo:
Impedir perigo de contaminação de Fontes responsáveis por abastecimento de domicílio.
Impedir alteração das condições de vida dos ecossistemas aquáticos em suas proximidades.
Impedir poluição de águas subterrâneas que sirvam tanto para abastecimento direto de seres humanos quanto em outras modalidades como irrigação de plantações, bebida para animais dentre outras.
Funcionamento
O processo de funcionamento das fossas sépticas inicia com a retenção do esgoto que fica detido na fossa durante um período 24 horas, aproximadamente. Simultaneamente, acontece uma sedimentação do material sólido presente no esgoto. Esse se deposita no fundo da fossa, formando um semilíquido, denominado lodo, enquanto a outra parte, constituída basicamente por graxas, óleos e outros materiais fluidos, mantem-se emersa. Esse composto é chamado escuma.
Seguindo a essa etapa, apresenta-se a de digestão anaeróbia do lodo, que consiste num ataque forte de bactérias anaeróbicas ao lodo, anulando parcial ou totalmente a ação das substâncias voláteis e dos microrganismos patogênicos.
Com isso, ocorre grande redução de sólidos, líquidos e estabilização dos gases, o que permite que seus efluentes líquidos sejam dispostos com maior segurança para o meio ambiente.
O tomate (Solanum lycopersicum, anteriormente denominado Lycopersicum esculentum) é um dos frutos mais cultivados do mundo, havendo milhares de cultivares que variam na forma, tamanho, cor e sabor.
Cultivado nos Andes, na América Central e no México muito antes das viagens marítimas europeias, o tomateiro foi introduzido na Europa no século XVI, sendo primeiramente cultivado como planta ornamental nos jardins, pois foi inicialmente considerado inadequado para o consumo, visto que é uma planta da família da mortal beladona (Atropa belladonna), a família das solanáceas, que também inclui outras plantas tóxicas. De fato, as folhas e os caules do tomateiro contêm os alcaloides tóxicos tomatina e solanina, e até mesmo os frutos imaturos contêm estas substâncias, porém em pequenas quantidades, de forma que o consumo de tomates verdes geralmente não causa intoxicação, embora isto possa ocorrer caso sejam consumidos em grandes quantidades. Além disso, há alguns estudos que sugerem que o consumo moderado de tomatina traz benefícios para a saúde. Quando o tomate amadurece completamente, estes alcaloides normalmente desaparecem.
Os tomates cultivados atualmente variam bastante no tamanho, indo dos pequenos tomberries, com cerca de 5 mm de diâmetro, a grandes tomates com mais de 10 cm de diâmetro. Também variam muito na forma, indo de tomates arredondados e lisos a tomates ovalados, oblongos, angulosos, tomates com formato de pera e tomates ocos que lembram um pimentão ou pimento. Quanto a cor, os tomates geralmente são vermelhos quando maduros, mas há cultivares amarelos, laranja, rosados, brancos, creme, roxos e tomates que permanecem verdes quando maduros, além de haver tomates bicolores rajados.
A principal característica que varia nos tomateiros é o hábito de crescimento, sendo que uma parte dos cultivares tem hábito determinado, formando moitas e produzindo todos os frutos em um curto período de tempo, e outra parte dos cultivares têm um hábito indeterminado, com ramos que continuam crescendo por vários metros, que necessitam de tutoramento e que continuam produzindo frutos enquanto a planta cresce (o maior tomateiro que se tem registro alcançou quase 20 m de comprimento). Além destes dois hábitos principais, há também cultivares com um hábito intermediário, crescendo mais que os tomateiros de hábito determinado, e assim necessitam tutoramento, mas que apresentam um crescendo limitado. Outro tipo são os cultivares anões, que podem ser considerados como sendo do tipo determinado, mas que têm a distinção de serem plantas bastante pequenas.
Tomateiros cultivados em sacos plásticos - imagem original: Abd Gani Atan -
Clima
Os tomateiros são cultivados no mundo todo, mas não suportam extremos de temperatura, ou seja, não crescem bem nem em baixas temperaturas (temperaturas diurnas abaixo de 16°C), que prejudicam o crescimento da planta e diminuem a taxa de germinação das sementes, nem em altas temperaturas (acima de 27°C), que podem prejudicar a formação dos frutos. Geralmente o tomateiro cresce melhor com temperaturas diurnas entre 20°C e 26°C, com uma variação de temperatura entre o dia e a noite. Em regiões sujeitas a geadas e a baixas temperaturas, os tomateiros costumam ser cultivados dentro de estufas.
Quanto à umidade do ar, os tomateiros são sujeitos a menos doenças quando cultivados sob uma condição de baixa umidade do ar. Alta umidade do ar favorece o surgimento de doenças e pragas nas plantações de tomate.
Tomates cultivados em uma estufa - imagem original: Thomas Bresson -
Luminosidade
Os tomateiros geralmente crescem e produzem melhor em condições de alta luminosidade, com sol direto pelo menos algumas horas por dia.
Solo
O tomateiro é tolerante quanto ao tipo de solo, devendo-se apenas evitar solos argilosos com tendência ao encharcamento.
Os melhores resultados são obtidos em um solo bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica, com pH entre 5,5 e 7.
Atualmente o tomateiro é também muito cultivado em estufas sem o uso de solo natural. Por exemplo, é cultivado com o uso de solos artificiais, sistemas hidropônicos e sistemas aeropônicos.
Tomateiro cultivado em um balde plástico - imagem original: inspector_81 -
Irrigação
Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem que permaneça encharcado.
As sementes de tomate podem ser semeadas diretamente no local definitivo ou em sementeiras, copos ou saquinhos de plástico ou papel, com cerca de 10 cm de altura e 7 cm de diâmetro. Coloque de duas a cinco sementes em cada recipiente, a no máximo 1 cm de profundidade, deixando posteriormente apenas uma ou duas plantas por contêiner, mantendo as mudas que são mais vigorosas. O transplante das mudas de tomate é realizado quando as mudas atingem de 15 cm a 25 cm de altura, e no transplante parte do caule pode ser enterrado para propiciar o surgimento de mais raízes.
O espaçamento recomendado varia amplamente e depende da variedade cultivada e das condições de cultivo. Em geral, os cultivares de hábito indeterminado podem ser cultivados com um espaçamento de 50 cm a 1,6 m entre plantas, e os cultivares de hábito determinado podem ser cultivados com um espaçamento de 50 cm a 1 m entre plantas. Cultivares anões podem ser plantados com um espaçamento de 30 cm entre as plantas.
Os tomateiros podem ser plantados em vasos, jardineiras, cestas suspensas, sacos plásticos com terra e outros tipos de contêineres, mas o cultivar a ser plantado deve ser escolhido de acordo com o tamanho da planta e do recipiente. Em vasos grandes é possível plantar a maioria dos cultivares, senão todos, mas as plantas podem ter seu tamanho e sua produtividade limitadas. Há cultivares de porte anão que podem ser cultivados até mesmo em vasos relativamente pequenos, e que além de produzir frutos, também são bastante ornamentais.
Caramanchão com tomateiro - imagem original: Ben Ostrowsky -
Tratos culturais
Muitos cultivares de tomate apresentam crescimento indeterminado e precisam ser cultivados com tutoramento. Isso pode ser feito amarrando a planta a uma cerca, a varas dispostas em X ou a um caramanchão, a cada 10 ou 15 dias. A altura mínima do suporte deve ser de 1,5 m (geralmente é de mais de 2 m). Nestes cultivares as flores e frutos surgem continuamente ao longo do ramo, assim os brotos laterais podem ser removidos das plantas semanalmente, para manter um crescimento linear até que a planta atinja a altura máxima do suporte.
Para os cultivares que têm crescimento determinado não há necessidade de tutoramento, e os brotos laterais da planta não devem ser retirados, pois são os novos ramos que produzem flores e frutos. Estes tomateiros são mais compactos e são bastante ramificados.
Para os cultivares que apresentam características intermediárias entre os tipos de crescimento determinado e os tipos de crescimento indeterminado, também são usados suportes.
Retire as plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
O início da colheita depende do cultivar de tomate plantado e das condições de cultivo. Geralmente a colheita dos tomates inicia-se em 7 ou 8 semanas após o plantio para cultivares de crescimento determinado, e de 10 a 16 semanas para cultivares de grande porte.
Para a grande maioria dos cultivares, os frutos serão mais saborosos se colhidos quando estão completamente maduros, visto que a concentração de açúcares será maior se o fruto permanecer na planta até sua completa maduração.
Tomateiros são plantas perenes de vida curta e em condições adequadas podem produzir frutos por alguns anos, embora essa não seja essa a prática em plantações comerciais, onde os tomateiros são cultivados apenas por alguns meses.
Em um levantamento de 2014, o Banco Mundial estimou que, anualmente, de um terço a um quarto dos alimentos produzidos para o consumo humano é perdido ou desperdiçado. Na América Latina, cerca de 15% dos alimentos disponíveis entram na mesma categoria. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontam que o consumo humano é o segmento em que há mais desperdício, representando 28% do total.
Segundo a FAO, a comida desperdiçada no varejo, que representa 17% do total perdido, poderia satisfazer as necessidades alimentícias de mais de 30 milhões de pessoas que vivem na região, o equivalente a 65% dos indivíduos que sofrem fome. Há diversas práticas para diminuir esse desperdício. A mais indicada delas, de acordo com a ONG Banco de Alimentos, é o chamado Aproveitamento Integral dos Alimentos (AIA).
Para a nutricionista Camila Kneip, coordenadora de Nutrição da Banco de Alimentos, reduzir o descarte de comida depende das mudanças de hábitos nos lares. “Jogar alimentos fora é um hábito tradicional da população brasileira que normalmente não utiliza as partes não convencionais que podem ser aproveitadas para preparar pratos saudáveis e sustentáveis.”
Camila diz que o AIA está associado a ganhos para toda sociedade. Além de auxiliar no combate à fome, a nutricionista aponta apara redução de lixo produzido. “A maior parte do lixo do brasileiro é composta por alimentos, cerca de 65% de nosso lixo é orgânico. Se não tratado, ele gera chorume que polui águas. Este lixo também promove a liberação de gás metano, que pode colaborar com o aumento do efeito estufa e, consequentemente, com alterações climáticas”
Nas receitas preparadas com o conceito de AIA, explica Camila, são utilizadas folhas, cascas, entrecascas, talos e sementes, que possuem alto valor nutricional. “Tudo pode ser aproveitado. O conceito do não desperdício e do AIA pode e deve ser realizado no dia a dia por qualquer pessoa, independentemente da classe socioeconômica.” Para nutricionista, eliminar preconceitos alimentares, como a idéia de que esse tipo de alimentação é somente para população de baixa renda, é essencial para mudança de hábito.
Para os leitores que quiserem iniciar um consumo de forma mais sustentável, separamos algumas receitas e dicas fornecidas pelo Banco de Alimentos para melhor aproveitar os elementos encontrados em cada tipo de comida.